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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Terremotos no Brasil e no Mundo



Estatística Sísmica

Desde 1979, foram registrados 13782 tremores em um raio de 700 km ao redor do epicentro. Em torno de 100 km foram observados 618 eventos. O sismo mais próximo foi registrado a 1 km, em 08/03/1990 e atingiu 4.9 magnitudes.
O tremor mais significativo ocorreu em região das ilhas Samoa, na Oceania no dia 29/09/2009, a 302 km de distância do evento atual e atingiu 8.1 magnitudes.


Relatório Sísmico

De acordo com os dados recebidos nas últimas 48 horas, o evento de maior intensidade ocorreu em Tonga, 129 km a oeste-noroeste de Hihifo, às 05:19 UTC do dia 26/10. O evento foi localizado a 42 km e de profundidade e segundo o USGS, Instituto de Pesquisas geológicas dos EUA, a magnitude do tremor foi calculada em 5.6 magnitudes.  Do total de 229 eventos dos últimos sete dias , 212 deles foram classificados como de intensidade leve e 16 atingiram o status de moderados. Apenas um dos tremores foi classificado entre forte e muito forte.


O terremoto de 4.9 graus Richter ocorrido na cidade de Itacarambi, no norte de Minas Gerais, despertou a curiosidade dos brasileiros, que sempre acreditaram que o país estivesse livre desse tipo de fenômeno natural. Talvez o fato do abalo ter feito uma vítima fatal, a primeira no Brasil devido a um terremoto, tenha contribuído para chamar a atenção do público, que se perguntou: afinal, no Brasil existem terremotos? Quais foram as causas?
Por incrível que pareça muitas pessoas creditaram o fato à "ganância humana", que destrói a natureza, causa o aquecimento global e destrói a camada de ozônio. Outros explicaram o fato de maneira mais simplista e apontaram a "ira divina" como causa do abalo. No entanto, existe uma explicação bem mais científica e natural para o fenômeno, chamada falha geológica.

Placas Tectônicas
Os terremotos de grande intensidade ocorrem ao longo da região onde duas ou mais placas tectônicas se encontram. Ali, as rochas comportam-se como corpos elásticos, onde se deformam e acumulam muita energia proveniente da pressão e do stresse provocado pelo movimento entre as placas. A tensão é tanta que em um dado momento ocorre uma ruptura da região e toda a energia acumulada é liberada de uma única vez ou em eventos sucessivos. Isso é um terremoto.

O globo terrestre é formado por doze placas principais e diversas placas secundárias. O Brasil se localiza no centro da placa sul-americana, um local geologicamente estável, mas nem por isso livre de abalos, como pode pensar a maioria das pessoas.
Um estudo feito em 2002, coordenado pelo professor Allaoua Saadi, ligado à Universidade Federal de Minas Gerais, culminou com a apresentação do primeiro Mapa neotectônico do Brasil. Nele, Saadi e sua equipe identificaram pelo menos 48 falhas-mestras no território Nacional. "É justamente ao longo do traçado dessas falhas que se concentram as ocorrências de terremotos", explica Saadi.

Falhas geológicas
"Toda placa é recortada por vários pequenos blocos, de várias dimensões. Esses recortes, ou falhas, funcionam como uma ferida que não cicatriza: apesar de serem antigos, podem se abrir a qualquer momento para liberar energia. Se você tem um bloco recortado e o comprime de um lado e de outro, ele rompe onde já existe a fratura”, completa.
Segundo o professor, o maior número de falhas se concentra nas Regiões Sudeste e Nordeste, seguidas pela Região Norte e Centro-Oeste. A Região Sul é a que apresenta o menor número de falhas.
Para realizar o levantamento, Saadi utilizou diversos mapas topográficos e geológicos, além de uma grande quantidade de imagens de satélite e de radar. Saadi e sua equipe também foram pessoalmente a diversas localidades de Belém, Natal, Fortaleza e São Paulo e durante um mês investigaram as margens do Rio Amazonas, identificando as falhas na região. Para localizar as falhas, Saadi analisou primeiro as cartas topográficas à procura de indicadores. "Os rios são um exemplo, pois correm geralmente ao longo das fissuras", explica o pesquisador.

Em Minas Gerais
Com auxílio do Mapa neotectônico do Brasil, elaborado por Saadi, podemos ver que o Estado de Minas Gerais é cortado por diversas falhas geológicas: BR 24, 25, 26, 27, 28, 29 e BR 47. Chama a atenção a falha BR 47, localizada no norte do Estado e situada à margem esquerda do São Francisco, exatamente abaixo da cidade de Itacarambi, onde ocorreu o sismo de 9 de dezembro.


Como explicado, os terremotos ocorrem ao longo da junção entre as placas tectônicas. O Brasil, por se localizar no centro de uma dessas placas - a sul-americana - não sofre os efeitos do atrito entre elas, ficando portanto livre dos abalos de origem tectônica. No entanto, todas as placas têm falhas em seu interior e a posição do Brasil não é exceção.

Conhecidas como falhas geológicas, essas ranhuras são similares a cicatrizes na crosta terrestre e são as principais causas dos tremores de terra registrados no Brasil.

Quando uma movimentação anômala ocorre próxima a essas fendas, existe uma tendência natural de estabilização do solo abaixo delas que muitas vezes produzem as chamadas "acomodações", quando blocos inteiros sob a superfície desmoronam sobre espaços vazios.

Com raras exceções, os terremotos no Brasil não ultrapassam 3.0 graus de magnitude e muitas vezes nem são registrados. No entanto, quando acontecem em áreas povoadas com estruturas pobres podem provocar danos significativos.


Única vítima
Até hoje, apenas uma pessoa morreu vítima de terremoto no Brasil. O fato ocorreu em 9 de dezembro de 2007, na cidade de Caraíbas, em Minas Gerais, após um terremoto de 4.9 graus que atingiu o local. A vítima foi uma criança e na ocasião 76 casas desabaram.

Maior terremoto no Brasil
O terremoto mais intenso já registrado no Brasil ocorreu em Porto dos Gaúchos, no norte de Mato Grosso, em 31 de janeiro de 1955. Na ocasião os sismógrafos registraram 6.2 graus de magnitude.

O Estado de São Paulo também já registrou abalos significativos. Em 1922 um violento abalo de 5.2 graus foi registrado na cidade de Mogi-Guaçu e em 22 de abril de 2008, outro tremor de 5.2 graus ocorrido no litoral paulista foi sentido com muita intensidade em diversas cidades do Estado, além de Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.



Fontes

http://www.apolo11.com/perguntas_e_respostas_sobre_terremotos.php?faq=10d

http://www.apolo11.com/curiosidades.php?posic=dat_20071211-092620.inc
O Brasil está livre dos terremotos?

Mais informações 

http://www.apolo11.com/terremotos.php
Falhas geológicas brasileiras - onde estão localizadas?

Placas Tectônicas



PRINCIPAIS PLACAS TECTÔNICAS

 São dez ao todo as principais placas tectônicas e elas estão localizadas em diferentes pontos da Terra.


 Principais placas tectônicas

Placas tectônicas ou placas litosféricas são gigantescos blocos que compõem a camada sólida externa da Terra. Esses “blocos” estão em constante movimento, podendo formar zonas de convergência de placas (colisão de diferentes placas) ou zonas de divergência de placas (as placas se afastam umas das outras). Esses processos são responsáveis por fenômenos como, por exemplo, os terremotos e a expansão de oceanos.

As principais placas tectônicas são:

Placa do Pacífico – Com aproximadamente 70 milhões de quilômetros quadrados, essa é a maior placa oceânica, abrange a maior parte do oceano Pacífico. Ela é renovada em suas bordas, onde há separação das placas vizinhas e a expansão do assoalho marítimo.

Placa de Nazca – Possui extensão de 10 milhões de quilômetros quadrados, e está localizada no leste do oceânico Pacífico, que fica 10 centímetros menor a cada ano, por chocar-se com a placa Sul-Americana. O choque entre essas duas placas originou a Cordilheira dos Andes.

Placa Sul-Americana – É uma placa continental que possui 32 milhões de quilômetros quadrados. O território brasileiro está localizado no centro dela, onde a espessura é de 200 quilômetros, por esse motivo o país é pouco afetado por terremotos e vulcões.

Placa Norte-Americana – Possui 70 milhões de quilômetros quadrados, e abrange a América do Norte, a América Central e a Groelândia, além de uma parte do oceano Atlântico. O deslocamento horizontal em relação à placa do Pacífico desencadeia vários terremotos, principalmente na Califórnia.

Placa Africana – Com 65 milhões de quilômetros quadrados, essa Placa engloba todo o continente africano. A sua colisão com a Placa Euroasiática originou o mar Mediterrâneo e o Vale Rift. A Placa Sul-Americana e a Placa Africana formam uma zona de divergência, ou seja, elas estão se afastando uma da outra, conforme monitoramentos realizados por satélites, elas se afastam cerca de 3 cm por ano.

Placa Antártica – Consiste numa placa continental com 25 milhões de quilômetros quadrados. A parte leste da placa, que há 200 milhões de anos estava junto do que hoje é a Austrália, a África e a Índia, chocou-se com pelo menos cinco placas menores que formavam o lado oeste.

Placa Indo-Australiana – É formada pela Placa Australiana e a Indiana, seus 45 milhões de quilômetros quadrados englobam a Índia, a Austrália, a Nova Zelândia e parte do oceano Índico. Forma uma zona de convergência com a Placa das Filipinas, fato que promove o surgimento de ilhas.

Placa Euroasiática Ocidental – É um “bloco” que possui 60 milhões de quilômetros quadrados, nele estão o continente europeu e o extremo oeste da Ásia.

Placa Euroásiatica Oriental – Abriga o continente asiático. Sua extensão é de 40 milhões de quilômetros quadrados. Essa placa forma uma zona de convergência com as placas das Filipinas e do Pacífico, sendo uma das regiões com maior ocorrência de vulcões e terremotos do planeta.

Placa das Filipinas – É uma placa oceânica, localizada no oceano Pacífico. Sua área é de 7 milhões de quilômetros quadrados, nela estão presentes quase a metade dos vulcões ativos da Terra. Forma uma área de convergência com a Placa Euroásiatica Oriental.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Fonte

http://m.brasilescola.uol.com.br/geografia/principais-placas-tectonicas.htm